Será enterrada hoje a jovem que morreu após a ingestão de vários remédios.

Faleceu na madrugada de ontem, dia 17, e será enterrada hoje, às 8:00 horas, a jovem Ágata Sayuri Nakano, de 17 anos, que morava na Cohab Beira Rio, em Santa Fé. Ela tinha uma filha de 1 ano e 8 meses.

https://lh4.googleusercontent.com/-HPHeL-Hu7sQ/UtqY_qt_v6I/AAAAAAAAF0Q/fHp7xPouQPM/s230/PREFEITURA-MUNICIPAL-REALIZA-SINALIZA%25C3%2587%25C3%2583O-DE-SEGURAN%25C3%2587A-NAS-%25C3%2581GUAS-CLARAS.jpgMuito emocionada e sensibilizada, a mãe Marinalva Vieira da Silva, contou que a filha ingeriu diversos medicamentos de uma só vez na sexta-feira da semana retrasada, dia 10. “Ela tinha depressão há muitos anos e passava por tratamento com psicólogo, ainda tinha convulsões e, por isso, tomava alguns remédios. Minha filha estava muito triste porque era carente do amor, de atenção do pai que, apesar morar em Santa Fé, nunca lhe deu o que ela pedia, que era participar de sua vida. No dia em que tomou os remédios, ela estava mais depressiva e, antes do fato, passeou com sua bebê, conversou com vizinhos, ficou comigo no quarto enquanto a filha dela dormia”, contou.
Depois, segundo ela, Ágata foi ao banheiro e, posteriormente, à cozinha, onde tomou muita água. “Ela também pegou o celular e eu perguntei o que estava fazendo e ela só respondeu que estava programando o despertador. Depois disso eu dormi e só acordei com ela pedindo para que não a deixasse morrer”.
Marinalva relatou que quando a encontrou, a filha estava no chão do quarto, tinha vomitado e estava agonizando. “O socorro que chamei foi o do Corpo de Bombeiros, e, quando chegaram, me informaram que não faziam aquele tipo de socorro.

Foi só quando praticamente briguei, e disse que ia levá-la no meu carro, que eles a socorreram e a encaminharem ao Pronto Socorro, e lá fizeram lavagem estomacal”.

A mãe afirmou que Ágatha ficou cerca de 12 horas em uma maca e o atendimento feito no PS não foi satisfatório. “Ela ficou largada, foi triste, eu implorava para que fosse atendida de outra forma, dizia que minha filha estava morrendo. No sábado, uma enfermeira me comunicou que o médico havia dado alta e que ela já podia ir para casa, só que ela estava inconsciente e eu me recusei a levá-la. O namorado dela e eu ficamos lá com ela e ela continuava inconsciente e sem tomar soro, ou receber outro atendimento”.

Disse ainda que, na madrugada de sába do para domingo, ligaram para ela informando que a jovem seria levada para a UTI. “Minha filha foi tratada com descaso, não me conformo de jeito algum”.

Marinalva relatou ainda que Ágatha era muito triste, pois não tinha o contato que queria com seu pai. “Depois do ocorrido, peguei o celular dela e vi que tinha ligações para o pai, inclusive mensagens nas quais ela perguntava porque o pai não lhe dava atenção. Ela ligava para ele que, por sua vez, desligava, sem falar com ela. Muitas vezes ela foi até sua casa e ele não a recebeu, e essa era sua grande tristeza, pois não se conformava em não ter o amor do pai”, finalizou.

A reportagem entrou em contato com o Corpo de Bombeiros para saber do acontecido e, segundo o sargento Menezes, que nos atendeu, ele não estava no dia da ocorrência e não sabe dos detalhes; só afirmou que foi uma equipe do CB que encaminhou a jovem ao Pronto Socorro. Através do sargento, a reportagem se colocou à disposição do comando do Corpo de Bombeiros para maiores esclarecimentos na próxima semana.

Já a Santa Casa, em nome do Pronto Socorro que foi desativado com a inauguração da UPA, solicitou à reportagem que procurasse o médico responsável pelo atendimento; porém, o mesmo não foi encontrado na ocasião.

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