São muitas as reclamações quanto ao atendimento na Saúde.

Reclamações quanto ao atendimento na saúde são contínuas em Santa Fé.

Todo mundo gosta de ser bem tratado e por isso quando a questão é o atendimento público, qualquer cidadão tem o direito de exigir o melhor.

Em Santa Fé sempre foram frequentes as reclamações quanto ao atendimento na área da saúde. Sendo assim, não é difícil encontrar pessoas que tenham diversos fatos para serem relatados quanto às ESFs - Estratégias de Saúde da Família -.

Segundo uma aposentada, por mais de uma vez a enfermeira do postinho a qual pertence esqueceu que ela estava lá, esperando para tomar uma injeção.

“Eu cheguei e falei com ela, que disse que logo aplicaria a injeção, porém uma hora depois, mesmo a atendente me vendo ali, nem ela, nem a enfermeira se manifestaram. Uma paciente que percebeu o fato reclamou, e só então se lembraram de mim e me atenderam. Quero enfatizar ainda que a mesma profissional é muito mal educada e que a Secretaria deveria fazer algo a respeito”, disse ela.

Outra pessoa contou que alguns agentes comunitários de saúde da ESF de seu bairro, na maioria dos dias, não são muito educados. “Elas não tem paciência e nem explicam direito alguns procedimentos; por isso, sempre procuro outras pessoas para sanar minhas dúvidas, já que percebo que as pessoas indicadas não se esforçam para ajudar os pacientes”, afirmou.

A falta de informações completas também é alvo de reclamações. “Quando perguntamos sobre um encaminhamento a algum médico especialista, a atendente simplesmente responde que ainda não marcaram, encerra o assunto, não é atenciosa, nem educada, e acredito que em uma área tão delicada que é a saúde, é necessário que o funcionário seja muito educado”, relatou um motorista.

Uma mulher contou que chegou à ESF com o filho de dois anos com muita febre no meio da manhã.

“Pedi para uma agente comunitária que estava lá para verificar se tinha vaga para que um pediatra atendesse meu menino; porém ela nem ligou na Clias - Clínica de Atenção à Saúde -, e disse que naquele momento não havia possibilidade de vaga. Então, eu insisti e estava quase brigando, porque só uma mãe sabe quando o filho fica doente o desespero que dá. Foi então que a atendente chegou e ligou na clínica e, para a surpresa de todos, tinha vaga, e eu então levei meu filho, que acabou sendo atendido. Minha indignação é grande, pois ela nem tentou conseguir a consulta e foi logo dizendo que não. No seu cargo, teria que entender minha situação e pensar na saúde do meu filho”, enfatizou.

O que diz a Secretaria de Saúde

A reportagem falou com o secretário de Saúde, Carlos Rogério Garcia, e, segundo ele, a Secretaria está ciente das reivindicações. “Através das caixas colocadas em todas as ESFs, recebemos sugestões e ainda as reclamações,e quero enfatizar que as caixas são invioláveis, fechadas com cadeado”, disse ele.

Segundo Carlinhos, as mesmas são recolhidas a cada quinze dias e quem quiser uma reposta quanto à reclamação feita, deve colocar nome e telefone de contato. “Dessa forma entramos em contato com o paciente. Fizemos esse compromisso com a população e leio pessoalmente todos os bilhetes. É muito importante para a qualidade do serviço oferecido que o público nos notifique do que está acontecendo”, disse o secretário.

Relatou ainda que nenhum funcionário das unidades saberá a identidade do paciente que reclamou ou sugeriu algo. “Mensalmente relatamos os fatos em cada ESF e, em casos de reclamações específicas, como, por exemplo, contra enfermeira, médico, atendente ou agente de saúde, converso pessoalmente para buscar resolver os problemas”, disse.

O secretário reconhece que há reclamações quanto a atendimento e disse que busca resolver da melhor forma; porém, sabe que há funcionários que precisam desenvolver melhor seu potencial e que a Secretaria está oferecendo um curso relacionado ao atendimento.

É um curso de capacitação de recursos humanos no atendimento ao público e de defesa dos direitos da pessoa com deficiência, que começou a ser realizado em junho pela empresa Hollons Ensino de Desenvolvimento Humano. São cinco módulos, e, uma vez ao mês, os funcionários participam do curso por uma semana”.

Apesar de visar melhorar o atendimento, dando opções para os funcionários se capacitarem, o secretário, ressaltou que os que não derem retorno e trabalharem conforme a maneira proposta poderão ser substituídos.

Pronto Socorro

Outro local alvo de muitas reclamações é o Pronto Socorro e também são referentes ao atendimento.

“Acho um absurdo a gente chegar lá com dor e não ser bem atendido, tanto pela recepção, quanto pelo guarda, e, algumas vezes, pelo enfermeiro ou médico. É claro que não são todos, mas infelizmente é a maioria e o problema vem se arrastando por muito tempo e ninguém faz nada”, relatou uma dona de casa.

Um aposentado contou que, além do atendimento não ser bom, o tempo da espera é muito grande. “É um absurdo. A gente chega passando mal e tem que esperar por horas. Se é um Pronto Socorro, os pacientes vão até lá porque precisam de atendimento de urgência, e isso não é o que acontece”, enfatizou.

Já outra pessoa contou que levou o filho de 4 anos e o médico pediu um exame de urina para ver se a dor da criança era resultado de uma infecção. “Colhemos a urina e pediram para eu voltar depois de algumas horas, e, quando voltei, umas três horas depois, tinham se esquecido de ligar para o laboratório para buscá-la, o que é uma falta de responsabilidade”.

As reclamações vão desde a falta de atenção dos médicos, em alguns casos, até a falta de educação por parte dos guardas. “Eles tem que pensar que são pessoas como a gente e que não é porque trabalham ali que são privilegiadas e, se são, é outro erro que ocorre naquele PS”, disse uma dona de casa.

https://lh5.googleusercontent.com/-YM4jyG7PkkI/T3hihan_jfI/AAAAAAAAG-M/EHBKXwp-OXU/s127/Fonte%2520noticias4.JPG

Bookmark and Share