Remodelações no "Lar Joana de Angelis".

Lar continua passando por remodelações e formato ainda não foi definido.

Por Daniela Trombeta Dias

Desde maio, após uma determinação do promotor da Vara da Infância e Juventude, Alfredo Luis Portes Neto, a Prefeitura de Santa Fé assumiu a Lar Joana de Angelis.

Desde então, o município através da Secretaria de Ação Social, está administrando o lar que atualmente conta com 15 crianças com idade entre 3 e 16 anos. Atualmente as crianças estão sendo atendidas por uma equipe formada por um coordenador, psicólogo, assistente social, três cuidadores, duas cozinheiras e uma pessoa que faz a limpeza.

No espaço físico do lar que fica na rua 8, no bairro Bela Vista, foram feitas algumas mudanças e melhorias, como substituição das mesas do refeitório, de armários, utensílios de cozinha, colchões, toalhas de banho, além de alguns reparos no telhados, fechaduras e chaves, a remoção do parque infantil, pois oferecia risco as crianças.

Segundo a secretária de Ação Social, Wilma Machado Scatolim Garcia, o local está passando por um processo de reorganização dos serviços prestados. “Isso é incumbência da Assistência Social, porém  tudo tem que ser feito com a participação de todas as políticas públicas e da comunidade”, disse ela.

Disse ainda que, baseado numa proposta de lei, chegou-se a conclusão de que havia a necessidade de mudança, e que do formato que estava não podia mais ficar. “O lugar precisa funcionar com base no que é estabelecido por Lei”.

Até então o lar era dirigido por seus fundadores, Aparecida Pitado (Dicão) e sua esposa Armelinda Martin Ribeiro Pitaro (tia Me), que contrariados, e, como eles mesmos definiram, entristecidos deixaram o local.

Segundo Wilma, está sendo estudado qual o formato que funcionará o local, e a escolha deve ser definida até o prazo máximo de 180 dias, porém já se passaram dois meses e a direção relatou que no máximo em 50 dias já poderão anunciar a decisão.

“Os formatos são Casa Lar e Família Acolhedora, sendo que ambas visam o bem estar do menor”, informou.

No Casa Lar, os menores, que poderão ser no máximo 10, serão abrigados em determinado local, sendo o espaço montado pela Prefeitura, e atendidos por uma equipe que contará com uma mãe social e dois cuidadores.

Já no formato Família Acolhedora, uma ou no máximo quatro crianças poderão morar com uma família pré-determinada e avaliada pelo serviço social que esteja nos padrões estabelecidos em lei. Os menores podem ficar na casa no período de seis meses até dois anos.

“Nesses casos, as crianças foram retiradas de sua família porque estavam em situação de risco por algum problema familiar e, tanto o menor quanto a família recebem ajuda  e acompanhamento”, disse ela.

Ressaltou ainda que após ser escolhido o formato, a Prefeitura informará as mudanças e o destino das crianças abrigadas e sempre prestando contas.

As crianças que lá estão, além de frequentarem regularmente a escola, ainda participam de projetos, como o Renascer e de diversas atividades, como de futebol, leitura, dança, capoeira e cursos no Cras-Centro de Referência e Assistência Social-.

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