Região chega a 48 cidades em epidemia de dengue.

Os municípios de Olímpia, Pedranópolis e Santa Fé do Sul decretaram ontem epidemia de dengue e a região chegou a 48 cidades nesse estágio. São cidades que possuem pelo menos um caso a cada 300 habitantes, o que configura epidemia de acordo com os critérios do Ministério da Saúde.

Só os municípios em fase epidêmica somam 15.331 ocorrências, seis delas fatais. Líder disparado nesse ranking regional, Rio Preto tem 6.396 infectados e cinco óbitos - quatro por dengue hemorrágica e um por complicação. Outras duas vítimas, uma de 66 anos e a outra de 81 continuam internadas na UTI do Hospital de Base (HB) em estado grave. A sexta morte na região foi registrada em Bebedouro. Um bebê de cinco meses, que morreu no último dia oito, de dengue hemorrágica.

Dos municípios que decretaram epidemia ontem, Olímpia - com 50 mil habitantes - é o que está em pior situação. A cidade contabilizava, até ontem 227, casos positivos. Devido ao número elevado, a Saúde municipal ampliou o horário de trabalho dos agentes de saúde para depois das 17h. Para o órgão, a epidemia ocorre em grande parte por culpa da população, que não estaria colaborando na eliminação dos criadouros do mosquito.

“A Secretaria de Saúde vem intensificando o trabalho de combate à dengue, mas grande parte da população ainda é negligente, propiciando situações favoráveis ao mosquito em seus domicílios, mesmo após a realização dos arrastões e conscientização em toda cidade”, disse a assessoria de imprensa da pasta, em nota.

Em Santa Fé do Sul, o secretário de Saúde, Carlos Rogério Garcia, também reclama que os agentes de saúde não têm tido a colaboração da população. A cidade está com 99 casos da doença e 400 notificações. “Os agentes passam nas casas e depois de uma semana está cheio de criadouro de novo. Além disso, a quantidade de chuvas também colaborou para o aumento no número de casos”, afirmou Garcia.

Em Pedranópolis, com 2,5 mil habitantes, são 39 confirmações. A coordenadora de Saúde, Edina Marta dos Santos Gandolfi, informa que há 15 dias foram intensificadas as ações de conscientização em locais públicos. E que os trabalhos de visita casa a casa e pulverização continuam. “A maioria dos nossos casos são importados porque grande parte da população trabalha em outros municípios.”

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Epidemia de dengue atinge Santa Fé do Sul.

O combate a dengue não vem surtindo o efeito necessário em várias cidades da nossa região, situação que tem resultado em preocupantes epidemias.

Ao que parece esta também é a realidade de Santa Fé do Sul segundo informações do Secretário da Saúde Municipal. Carlos Garcia informou a nossa reportagem, que os casos confirmados já ultrapassam a cem, "sendo assim já somos considerados uma cidade de epidemia".

Segundo informações ainda o secretario, até o momento os números são de 486 notificações, 100 autóctones, 31 importados, 97 negativos, e ainda 258 aguardando resultados.

O secretario disse que agora mais ainda a população precisa colaborar, “afinal somos uma estância turística, alem da saúde tem também a questão financeira, com esse quadro de epidemia de dengue os turistas poderão se afastar” concluiu Carlinhos.

Um dos maiores problemas no combate a dengue é a sujeira proferida por moradores que ainda não deixam os agentes entrarem para vistoriar.

Agentes do controle de vetores e comunitários enfrentam objeções nas visitas de combate a dengue.

Os agentes do controle de vetores e agentes comunitários têm enfrentado algumas objeções nas visitas de combate a dengue nas residências em Santa Fé. Isso tem favorecido o alastro dos criadouros do mosquito Aedes Aegypti e consequentemente a transmissão da doença. A enfermeira da vigilância epidemiológica, Valéria Campói, explicou a nossa reportagem o porquê essa falta de colaboração da população tem dificultado o trabalho do combate a dengue.

“Na realidade essa situação se repete a cada ano, nem sempre os agentes contam com a colaboração da população, isso compromete todo o trabalho de combate a dengue” afirmou a enfermeira.

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