População continua sendo vítima de crimes previsíveis.

Por Daniela Trombeta Dias.

É sabido das pessoas que os bandidos usam de vários artifícios para cometer crimes e, assim, obter dinheiro fácil. Também sabemos os golpes que os mesmos cometem como saidinha do banco, falso sequestro, bilhete premiado, etc.

Porém, mesmo sabendo dos crimes e de como executam, há ainda quem seja vítima dessas falcatruas.

Por isso é preciso que a população entenda como funciona cada golpe e ainda como preveni-los.

Quem os aplica são conhecidos desde a antiguidade como embusteiros, espertalhões e ainda mais formalmente por estelionatários.

Esses calhordas sempre existiram, mas a diferença é que agora contam com o auxílio da tecnologia como telefone, internet e sistemas eletrônicos de bancos para executar seus planos com mais eficiência e praticidade.

Bilhete premiado: esse é um dos golpes mais antigos e o que ainda faz mais vítimas.

No geral, uma pessoa de aparência simples aborda alguém e diz que tem um bilhete premiado, e então pede para que a vítima o ajude a receber o prêmio. Em alguns casos, um segundo estelionatário se junta à vítima, que acha que ele não conhece a primeira pessoa. Na cabeça da vítima, ela e o segundo indivíduo ajudarão o golpista, que informa que dará uma determinada quantia do prêmio se o auxiliarem e pede a vítima um valor em dinheiro deixando o bilhete como garantia.

Dizendo que já volta com o dinheiro para resgatar o bilhete, o estelionatário nunca mais retorna e, ao tentar requerer o prêmio, a vítima dará conta de que caiu em um golpe.

Saidinha de banco: é outro golpe comum, que é quando o estelionatário, fora da agência bancária, aborda clientes que tenham sacado dinheiro, no geral, grandes quantias, seja do caixa interno ou eletrônicos.

Para que o crime aconteça, um ‘olheiro’ fica rondando os bancos para identificar possíveis vítimas e posteriormente informam seus comparsas que as seguem, abordando-as e roubando-as.

Falso sequestro: os bandidos ligam para a vítima, seja para telefones fixos ou celulares, anunciam que um familiar foi sequestrado e exigem certa quantia em dinheiro. Geralmente eles abordam de uma forma que faz com que a própria vítima dê informações e até nome da pessoa sequestrada, visto seu susto e, assim, o suposto sequestrador pode exigir o ‘resgate’, seja em depósito em dinheiro ou créditos em aparelhos celulares, que, por sua vez, são usados por encarcerados em presídios para fazerem novas vítimas.

Golpe do seguro: o estelionatário liga e informa à vítima que o falecido havia feito um seguro, mas que não havia pago, e que se a vítima pagasse determinado valor que faltava para completar o plano, receberia o seguro de tal quantia (geralmente um valor alto e tentador).

Para finalizar, ainda incluem que se a vítima pagar, receberá a grande quantia, do contrário, apenas um valor simbólico que o falecido havia quitado.
Em todos os casos, os golpistas são simpáticos, confiantes e, em muitos casos, possuem alguns dados pessoais do interessado.

Clonagem de cartão: Essa é uma prática na qual as vítimas são em sua maioria idosos, visto que o bandido se aproxima da pessoa oferecendo ajuda para utilizar o caixa eletrônico e, dessa forma, o golpista obtém dados bancários e ainda pode clonar o cartão.

A vítima também tem culpa: Além da inocência, ainda há outro fator que faz com que haja vítimas para esses trapaceiros: a ambição das mesmas em conseguir dinheiro fácil é que dá oportunidade aos estelionatários. Em todos os casos, a vítima fica ansiosa para receber uma boa quantia em dinheiro e isso somente a leva a perder o seu dinheiro.

Dicas para evitar os golpes

Existem muitas informações e dicas para que o cidadão tenha precaução e evitar cair em golpes e, segundo o delegado Hélio Molina Jorge, é importante que as pessoas evitem sacar altos valores em espécie, optando por transações eletrônicas.

Se precisar sacar, nunca conte o dinheiro em público, não comente com estranhos sobre a operação que realizou ou realizará, e ainda vá sempre acompanhado ao banco, seja discreto e mude os horários e trajetos até a agência bancária.

“As pessoas devem estar atentas e, caso sintam que estão sendo seguidas, entre em algum local movimentado e ligue para a polícia. Observe se há outras pessoas na agência. Outras dicas são: nunca pedir informações a estranhos, não atenda ligações a cobrar de desconhecidos, tire adesivos que revele nomes de parentes a desconhecidos, da escola ou faculdade que estuda”.

Alertou ele ainda que as pessoas devem ter cuidado com as informações passadas pelas redes sociais e internet em geral. “Nunca confie em estranhos por mais simpáticos que demonstrem ser e desconfie se alguém oferecer vantagens como parte do prêmio de um bilhete premiado, até porque ninguém que supostamente teria ganhado na loteria procuraria um estranho na rua para ajudá-lo a receber o prêmio, e ainda mais lhe daria parte do dinheiro”.

Para finalizar ele ressaltou que é preciso averiguar se empresas, bancos e outras instituições realmente realizam serviços via telefone, requerendo dados pessoais, senha, dentre outras informações.

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