Mulher é vítima de estelionato e mente dizendo que foi sequestro relâmpago.

No dia 5, pela manhã, Edna Elisabete Sanches de Oliveira, de 51 anos, segundo ela mesma contou à Polícia Militar, foi vítima de um sequestro relâmpago.

No boletim da PM, ela contou que seguia a pé pela rua 17, quando, entre as ruas 14 e 16, foi abordada por uma mulher e dois homens que estavam em um veículo e que os mesmos a forçaram a entrar no carro, sendo que o condutor teria mostrado uma arma aparentando ser um revólver.

Eles teriam dado várias voltas pela cidade até pararem no Bradesco e efetuaram um saque no valor de mil reais e mais R$ 600,00 em uma farmácia próxima dali, saques esses feitos com o cartão bancário da mãe da vítima.

Em seguida, foram até sua casa, onde Edna Elisabete entregou aos bandidos mais R$ 1.300 em espécie, tendo, após isso, sido deixada na Alameda Rio Tietê. A ocorrência foi registrada como sequestro relâmpago.

Porém, posteriormente a vítima mudou sua versão dos fatos, pedindo muitas desculpas e possivelmente, como foi vítima de estelionato e ficou envergonhada por cair um golpe como este, mudou um pouco como tudo ocorreu, e então outro Boletim foi registrado.

Nele, ela contou que foi abordada na rua 17, perto da rua 14, por uma mulher branca, com cerca de 30 anos, cabelos curtos e castanhos, que trajava uma blusa verde, sem mangas e usando calça jeans.

A mulher disse à Edna que morava em um sítio e que procurava uma determinada loja de roupas; porém a vítima disse não saber onde ficava, mas a mulher contou que o dono da loja vendia roupas para ela no sítio e que pedira que o encontrasse no estabelecimento.

Nesse momento, um homem se aproximou e a mulher fez a mesma pergunta à ele e os três ficaram conversando por um momento. A vítima disse que o tal homem chegou em um carro prata, aparentemente um Astra, modelo antigo, quatro portas, e contou as duas que estava indo até uma casa lotérica, próxima dali. A mulher então contou que também iria lá ver o resultado de um jogo.

O homem saiu e quando voltou dizia trazer o resultado do jogo que a mulher havia feito, e, ao ser conferido, disse que ela havia ganho na loteria e que precisava ir até uma agência da Caixa, mostrar o bilhete e receber o dinheiro.

Os três entraram no carro e seguiram pela rua 16 sentido centro, mas logo ele parou o veículo e conversaram sobre os procedimentos feitos no banco e a mulher se ofereceu para dar parte do dinheiro à vítima e ao homem, mas primeiro eles deveriam dar uma certa quantia em dinheiro como garantia.

A vítima aceitou e saíram novamente de carro. Edna foi com mulher até o banco Bradesco, onde retirou da conta poupança de sua mãe mil reais. Em seguida, foram até uma farmácia próxima dali, onde ela retirou mais R$ 600,00.

Elas retornaram ao carro e a mulher disse que sabia que a vítima era honesta, assim como o homem, pois havia a esperado no carro.
No veículo, o dinheiro foi conferido e os dois indivíduos colocaram o dinheiro dentro de uma meia preta e a mulher disse que o bilhete ficaria com a vítima que estava sentada no banco da frente do carro.

Os dois ainda perguntaram se Edna tinha mais dinheiro, e, diante da resposta positiva, foram até a casa da vítima, onde ainda, acompanhada da mulher, ela pegou de dentro do armário R$ 1.300,00.

Retornaram ao carro e o valor foi colocado na meia, que foi amarrada. A vítima tornou a entrar no veículo, andaram mais um pouco, o carro parou e o condutor fez um gesto com a mão direita para que Edna saísse do mesmo e, em seguida, eles saíram rapidamente, ainda com a porta aberta, e foi então que a vítima desconfiou do golpe.

Ela contou que ficou desesperada, foi para casa e lá cortou a meia e não encontrou dentro da mesma nem o dinheiro, nem o bilhete, mas apenas canhotos de jogos.

A vítima contou que o dinheiro era de sua mãe.

Até o momento os autores não foram identificados.

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