Menor de 13 anos sofre morte cerebral após beber com amigos.

Um caso intrigante culminou com um quadro de saúde irreversível na noite de ontem (10/5), o adolescente G.G.O.J., 13 anos, morador na Rua Grécia, Jardim Europa III, em Santa Fé do Sul, teve a morte cerebral diagnosticada no HB.
De acordo com a mãe do adolescente, o filho chegou em casa na noite de quinta feira (8/5) por volta das 20:45 horas aparentando estar alcoolizado, quando questionado respondeu que estava em um bar localizado nas imediações da Funec Campus II, e que no local haviam lhe dado vodka para beber e depois o “anestesiaram” e novamente lhe deram vodka.
A mãe disse que G. logo após chegar em casa teria ido dormir, vindo a acordar logo pela manhã se queixando de muita dor de cabeça e vomitando. A vítima foi levada até a UPA onde recebeu os primeiros atendimentos, algum tempo depois foi encaminhada a Santa Casa local.
Após internação o quadro clínico do adolescente piorou e o mesmo foi internado na UTI daquele hospital, onde foi entubado em virtude da gravidade do caso. Exames complementares apontaram a existência de coágulos no cérebro do paciente.
Diante do quadro foi providenciada a remoção do paciente na tarde do último sábado (10) por volta das 13:45 horas, para o serviço de neurocirurgia do Hospital de Base, porém a evolução do caso não foi boa, e após uma série de exames a equipe médica diagnosticou a morte cerebral do paciente que teve uma hemorragia cerebral importante, segundo familiares.
A equipe médica realizará agora novos exames em busca de elucidar as causas da morte cerebral do adolescente que continua mantido por aparelhos, fato é que até o momento não há um diagnóstico ou se a ingestão de bebida foi à causa da interrupção tão breve de uma vida.
Os pais e o irmão do adolescente afirmaram que ele não usava drogas e que não tinha hábito de beber, não sabendo dizer o teria acontecido ou mesmo quem seriam os “amigos” que lhe deram bebida ou mesmo outra substancia no referido local. Afirmaram ainda que G. não costumava sair a noite, e quando saia voltava cedo para casa, um filho um pouco nervoso, mas que não dava problemas.

Investigação

Conselheiros tutelares foram até o hospital para ver a situação do adolescente e apresentaram a denúncia ao delegado Marcelo Sales França, responsável temporariamente pela Delegacia de Defesa da Mulher. França explicou que não havia sido informado sobre o caso e por isso não poderia dar detalhes.
O conselheiro tutelar Edson Carlos de Souza disse que foi informado do caso apenas meia hora antes da transferência de Gustavo para Rio Preto. “O Conselho não é responsável para investigar a venda (de bebida a menores), mas sim atuar após alguma denúncia”, afirmou Souza.

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