Homem tenta ‘pular’ vagão e viaja 20 km.

Homem tenta ‘pular’ vagão e viaja 20 km.Uma viagem inusitada e perigosa. Assim pode ser definido o trecho de 20 quilômetros percorrido pendurado em um vagão de trem pelo funcionário público Emílio Jesus Silva, de 60 anos. Ele viajou entre Santa Fé do Sul e Aparecida do Taboado (MS), incluindo a travessia da ponte rodoferroviária sobre rio Paraná. A aventura aconteceu na tarde de anteontem e tudo começou quando Emílio, mais conhecido pelo apelido de "Dudi", foi atravessar a linha de trem. O ajudante, que é responsável por cuidar do estádio municipal Evandro de Paula, foi até o almoxarifado marcar o ponto de retorno do almoço, por volta das 13h, e se dirigiu novamente para pegar sua bicicleta e voltar ao trabalho.
Emílio conta que subiu entre dois vagões para esperar uma composição que estava ao lado passar. Após aguardar alguns minutos, ele sentiu que o vagão que ele estava começou a se mover. "Foi rápido demais, não deu tempo de atravessar de uma vez. Os últimos vagões arrancam com uma velocidade grande, ficou difícil também para pular, fiquei sem espaço", afirma o funcionário público.
O azar começou a se transformar em sorte quando uma funcionária da América Latina Logística (ALL) viu ainda na estação o vagão passar com o curioso "passageiro". Ela chamou a atenção dos outros funcionários que entraram em contato com o maquinista pelo Centro de Controle Operacional (CCO). Enquanto se agarrava forte nos ferros dos vagões de transporte de grãos, Emílio sacou o telefone celular do bolso e ligou para a mulher, Maria de Fátima da Silva, que diz ter ficado apavorada. "Depois eu tentava ligar de novo e ele não atendia. Pensei que tinha sido atropelado pelo trem. O susto foi grande", disse.
Durante a viagem, o zelador pensou que conseguiria descer do trem apenas em Chapadão do Sul, a mais de 250 quilômetros de distância. Ele também pensou em pular, especialmente nas curvas, onde o trem reduz a velocidade. "Mas vi que era muito arriscado e desisti", afirma. Pendurado no vagão, Emílio passou pela ponte do rio Paraná, mas não conseguiu aproveitar a bela vista. "Tentei nem olhar para baixo. Consegui ver só alguns pescadores na beira do rio", relembra. A viagem durou cerca de uma hora. Em casa, ao lado da mulher, Emílio conta estar aliviado pelo desfecho e explica que a partir de agora vai preferir fazer a travessia em outro ponto e não mais passar entre as composições.
ALL
Por meio de nota, a ALL, responsável pela manutenção dos trilhos destaca que a concessionária presotu todo o auxílio necessário para Emílo e que alerta a população para total atenção com a ferrovia. Emílio retornou a Santa Fé do Sul de táxi, pago pela ALL.

Fonte: diarioweb

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