Falta de médicos compromete transferências em UTI móvel.

A situação se arrasta de longa data, a falta de médicos para acompanhar pacientes necessitando serem transferidos para outros centros em UTI móvel.

O risco de agravamento do quadro clínico do paciente devido à demora da transferência e iminente, situação que pode sim provocar inclusive a perda da vaga em virtude da demora para saída do paciente apesar da chamada “vaga zero”, geralmente o destino é o hospital de base.

O caso do paciente Emerson do “Barão” vítima de acidente automobilístico na ultima terça-feira foi apenas mais um, é rotina os funcionários do Pronto Socorro e Santa Casa passarem horas pedindo pelo amor de Deus para algum profissional médico acompanhar uma transferência.

Importante esclarecer que essa situação não é provocada pelos médicos, aqueles que acompanham as transferências muitas vezes deixam compromissos do cotidiano para socorrer pacientes, afinal todos tem seus compromissos diários, seja no hospital, consultório, ame, unidade básica, plantões, enfim, não é possível ficar a disposição de uma UTI móvel, tendo em vista que não são remunerados para tal.

O motivo da falta da escala de plantonistas para acompanhar as transferências é financeiro, o custeio de uma escala de disponibilidade médica para esta finalidade importaria em mais de quinze mil reais, parece muito, mas é uma quantia irrisória a ser rateada entre os seis municípios que compõem o Consagra, e assim garantirem um suporte a mais para diminuir o risco de morte do paciente, e ou de sequelas para o resto da vida.

A incoerência é grande, do que adianta as direções administrativas e clínicas do Pronto Socorro e Santa Casa trabalharem em busca de melhorias de recursos humanos e tecnológicos para suas unidades de emergência, até mesmo envolvendo a população com a realização de leilões para equipar a UTI, se ficam sem o suporte da transferência imediata que o quadro clínico do paciente exige.

A solução para que este serviço de vital importância funcione como deve depende unicamente dos gestores dos municípios que compõem o Consagra, tem até um nome, “Escala de Plantão”.

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