Estancia Turística de Santa Fé do Sul, 63 anos de história e muito progresso.

Fundada em 24 de Junho de 1.948, Santa Fé do Sul completa 63 anos de emancipação política na próxima sexta-feira.

História

No início do século XX, os primeiros que chegaram à região encontraram selva densa, habitada por índios caingangues. Esses pioneiros foram responsáveis pela dominação e expulsão dos indígenas que, pacificados, diminuídos e sem condições de luta, abandonaram definitivamente a região, deixando-a em posse de grileiros.

Um poderoso fazendeiro mineiro tomou para si quatro enormes fazendas na região, cortadas pelo rio Paraná e seus afluentes, sendo três no Estado de Mato Grosso e uma em São Paulo, onde hoje se encontram Santa Fé do Sul e os demais municípios vizinhos.

Com a morte do fazendeiro, iniciou-se um intrincado processo jurídico movido por dois grupos que alegavam baseados em documentos inverídicos, direitos sobre a área. Nenhum dos grupos referidos conseguiu a posse da terra e ela acabou indo parar nas mãos de um major inglês, “testa-de-ferro” de um grupo petrolífero e que nunca veio ao Brasil.

O interesse dessa empresa era a possível existência de petróleo na região, porém, pelo fato de a Constituição de 1946 decretar como patrimônio da União todo o subsolo brasileiro e a superfície não representar nenhum interesse aos novos donos, a terra foi repassada a uma imobiliária que loteou toda a região. Coube à mesma, lotear e vender uma área de 32 mil alqueires.

Em menos de três anos não havia mais lotes a serem vendidos. A grande procura por novas possibilidades de vida ideia amplamente estimulada no reaquecimento do pós-guerra, fez nascer Santa Fé do Sul, fundada em 24 de junho de 1948. Em 1958 a população local já atingia a casa dos quatro mil habitantes. Em 1964, ultrapassam dez mil habitantes. Hoje a população gira em torno de vinte e seis mil habitantes constituídos por uma mescla de diversas raças e culturas, destacando-se entre elas italianos, japoneses, espanhóis, árabes e inúmeras famílias oriundas da região nordeste do Brasil.

A economia, que no início era essencialmente agropecuária, passou por um processo de crescimento comercial e industrial de pequeno porte e hoje já estão sendo postas em prática as estratégias para que os recursos naturais, o potencial hídrico e a vocação receptiva da população sejam o tripé básico para o desenvolvimento da indústria do turismo, como elemento gerador de rendas, empregos, negócios e outros benefícios para a cidade e toda a sua região.

Estância turística

Santa Fé do Sul é um dos 29 municípios paulistas considerados estâncias turísticas pelo Estado de São Paulo, por cumprirem determinados pré-requisitos definidos por Lei Estadual. Tal status garante a esses municípios uma verba maior por parte do Estado para a promoção do turismo regional. Também, o município adquire o direito de agregar junto a seu nome o título de Estância Turística, termo pelo qual passa a ser designado tanto pelo expediente municipal oficial quanto pelas referências estaduais.

Clima

O clima de Santa Fé do Sul é o Tropical Aw, com temperatura média anual de 24 graus, tendo mínima média de 17 graus e máxima média de 31 graus. Possui um Verão marcado por temperaturas máximas sempre superiores a 33 graus, com extremos de 40 graus e mínimas raramente inferiores a 20 graus, além de muita precipitação de chuva, na maior parte em forma de temporais.

O inverno é muito seco, com temperaturas mínimas em torno de 13 graus, raramente inferiores a 7 graus e máximas em torno de 28 graus, raramente inferiores a 20 graus, sendo que a umidade relativa do ar chega a marcar valores inferiores a 15%. A Primavera é a estação mais quente, aonde as temperaturas chegam a registrar valores superiores a 40 graus. O Outono é uma estação onde as chuvas diminuem e as temperaturas começam a baixar. A máxima absoluta da cidade foi de 43 graus e a mínima absoluta de 3 graus. Santa Fé do Sul é uma das cidades mais quentes do estado de São Paulo, aonde a temperatura medida sob o Sol já chegou a ultrapassar os 47 graus.

Geografia

O município de Santa Fé do Sul localiza-se ao extremo noroeste paulista, XIII Região administrativa de São José do Rio Preto, a 625 km da capital, possuindo uma área territorial de 208,91 km². O mesmo situa-se a 18 km do encontro dos rios Grande (divisa natural SP/MG) e Paranaíba (divisa natural MS/MG) onde ocorre a formação do rio Paraná, reservatório da Hidrelétrica de Ilha Solteira. Da confluência até a Usina são aproximadamente 80 km, os quais formam o denominado Grande Lago pelo projeto turístico. A principal malha hidrográfica do município é formada pelo Ribeirão Ponte Pensa (principal) e pelos córregos Cabeceira Comprida, Jacu Queimado e Córrego da Mula.

O município limita-se a Oeste e noroeste com o município de Rubinéia, a Norte com o município de Santa Clara D’Oeste, a Leste com o município de Três Fronteiras, a Sudoeste com o município de Nova Canaã Paulista e ao Sul com Aparecida D’Oeste.

Turismo

 

A chamada região dos Grandes Lagos é forma pelas usinas de Ilha Solteira, Jupiá e Água Vermelha e são constituída pelos rios Paraná, Paranaíba, Grande, São José e Tietê. Esta excelente localização faz da Estância Turística de Santa Fé do Sul um portal para o MERCOSUL.

Santa Fé do Sul é privilegiada hidrograficamente, porque, além da nascente do Rio Paraná - que fica a quinze quilômetros do centro -, é entrecortada por três bacias: São José, Jacu - Queimado e Ponte Pensa, o que atrai um grande número de turistas a busca de pesca esportiva - com destaques para os peixes tucunaré e zoiudo - e passeios náuticos em balsa, barco, lancha e campeonatos de jet-ski. Conhecida como "Capital dos Grandes Lagos", a cidade recebe milhares de visitantes num final de semana comum. Em ocasiões especiais, como o carnaval e épocas festivas, a população aumenta em até 50%.

A Estância Turística de Santa Fé do Sul se destaca hoje por belíssimos pórticos em suas vias de acesso à rodovia Euclides da Cunha e Rodovia dos Barrageiros. Como parte do processo de urbanização, embelezamento e resgate histórico, estão edificados quatro monumentos em diferentes pontos da cidade, além da remodelação das três principais praças centrais.

Outros atrativos da Estância são o Parque Ecoturístico das Águas Claras; Mata dos Macacos; Museu a Céu Aberto (Bela Vista) que tem peças típicas e tradicionais da região como o monjolo - instrumento usado para descasca de grãos -, carro de boi - veículo de transporte das décadas de 1940 e 1950 - uma mini locomotiva da década 1960.

Fonte: Correio Santa Fé.

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