Atenção deve ser mantida com a dengue.

Arrastão está sendo realizado e têm sido encontradas muitas larvas em recipientes, como bebedouros de animais, calhas, latas e pneus

Por Daniela Trombeta Dias

Em algumas cidades da região Noroeste Paulista, como São José do Rio Preto, já foram registrados tantos casos de dengue que em pouco tempo podem se transformar em epidemia. Lá, foram infectadas mais de 689 pessoas desde o primeiro dia do ano.

Em outros municípios, também há vários casos da doença; porém, em Santa Fé, diferentemente de outros anos, até agora apenas quatro foram registrados, segundo a Secretaria de Saúde.

Em 2007, foram 373 casos; em 2008, apenas 5. Já em 2009, 20; em 2010, quando aconteceu um surto da dengue, foram registrados 548 casos. Em 2011, a situação piorou e 933 pessoas foram infectadas pela doença, e no ano passado, 24.

Segundo o coordenador do setor de Controle de Vetores, Claudinei dos Santos, isso se deve ao trabalho de conscientização realizado com a população, assim como aos arrastões que são feitos durante todo o ano.

"Nossos agentes fazem visitas, orientam e fiscalizam os quintais de cada casa da cidade, cujas áreas são divididas por setores, uma vez a cada 30 dias, porém, este é um período longo, já que a procriação do Aedes Aegypti é rápida. Por isso, sempre pedimos maior atenção por parte dos moradores", disse o coordenador.

Informou ele ainda que os agentes também orientam quanto à erradicação do Culex, que é o pernilongo comum e que tem aparecido frequentemente.

"Um ovo colocado do mosquito da dengue pode durar até 12 meses em um local seco e, quando o mesmo receber água, a larva nascerá e se transformará em mosquito; por isso a atenção deve ser constante", alertou Claudinei Santos.

Atualmente está sendo realizado o arrastão na área central. "Já passamos pelos bairros Jardim Morumbi, Bela Vista, Bartolo Rossafa, Jardim Guanabara, 13 de Maio e Beira Rio. Estão sendo encontradas muitas larvas em recipientes como bebedouros de animais, calhas, latas e pneus", disse ele.

Claudinei informou ainda que, até então, eram realizados dois arrastões durante o ano, e, agora, serão três. "Tudo para maior segurança da saúde. O primeiro está sendo realizado este mês; o segundo, em junho e o último, em outubro, que é quando começa a chover e a atenção e precaução deve ser redobrada", afirmou.

Esclareceu ele que o Aedes Aegypt pica durante o dia e o Culex tem o costume de picar à noite e ambos devem ser erradicados. Para acabar com o pernilongo caseiro, basta não jogar folhas nas bocas de lobo/galerias, porque lá fica água parada e suja, o que mantém o mosquito Culex.

A equipe do Controle de Vetores conta com 20 agentes, mas, para o arrastão, está recebendo apoio dos Agentes Comunitários de Saúde, totalizando 50 agentes trabalhando em prol da limpeza de locais que podem propiciar o aparecimento desses mosquitos.

Claudinei informou que para fazer denuncias quanto a criadouros do mosquito da dengue, a população deve entrar em contato com o setor pelo telefone 3641 1659.

Lei contra a dengue

A lei nº 2.680, aprovada pela Câmara Municipal de Santa Fé, autorizou a criação do Programa de Combate, Prevenção e Erradicação do Aedes Aegypti no município, além de estabelecer diretrizes para conscientizar e disciplinar a população para a prevenção e o combate ao mosquito Aedes Aegypti.

De acordo com a lei, os proprietários, locatários e possuidores de imóveis devem permitir o ingresso dos agentes de controle de vetores, visitadores sanitários e equipes de estratégia de saúde da família para a realização de inspeção, verificação, orientação, informação, aplicação de inseticida ou qualquer outra medida de combate a dengue.

Caso o acesso ao quintal do imóvel seja negado pelo morador aos agentes, poderá ser chamada uma viatura da polícia para auxiliar os funcionários na execução do trabalho.

Nas residências onde forem identificados criadouros, com a presença de focos, a equipe da saúde lavrará o auto de advertência e, a partir deste, o proprietário terá o prazo de 24 horas para tomar providências a fim de eliminar os focos.

Encerrado o prazo, os servidores da saúde retornaram ao local e, se não observadas as providências, solicitarão a lavratura do auto de infração com aplicação de multas de variam de uma a cinco UFM-Unidades Fiscal do Município-, sendo o valor de cada UFM de R$ 142,61 .

Após o prazo de cinco dias do auto de infração, se, mesmo assim, a notificação não tiver sido atendida, haverá a interdição do local infestado, será feita a limpeza do local efetuando o lançamento do custo do trabalho para o proprietário do imóvel.

Na primeira reincidência de focos positivos no mosquito Aedes Aegypti, após a lavratura do auto de infração, as multas serão sempre cobradas em dobro, triplo, e assim consecutivamente. Na reincidência, poderá também ser cassado o alvará de estabelecimento e comunicado o caso ao Ministério Público.

Arrastão contra a dengue tem surtido  efeito e casos diminuíram consideravelmente

 

https://lh5.googleusercontent.com/-YM4jyG7PkkI/T3hihan_jfI/AAAAAAAAG-M/EHBKXwp-OXU/s127/Fonte%2520noticias4.JPG

Bookmark and Share