Apae propõe medidas para que não haja fechamento.

Por Lucas Machado

https://lh3.googleusercontent.com/-593qRBGC1sM/UhNvAt15W1I/AAAAAAAAE9g/JHiPxeP1xmA/s512/Sem%2520t%25C3%25ADtulo.jpgNas últimas semanas, tramita pelo Senado Federal, em Brasília, o Plano Nacional de Educação – PNE, ao qual o senador José Pimentel apresentou emenda propondo que as matrículas dos alunos da educação especial seja efetivada na rede pública, cortando, então, o repasse de verbas do governo para as Apaes de todo o Brasil, o que acarretaria o fechamento das instituições.

Segundo a população em geral, acabar com as escolas é violar os direitos, e já foram realizadas manifestações por várias cidades, incluindo uma mobilização da Federação Nacional das Apaes, ocorrida na quarta-feira, dia 14, em Brasília, para que esta situação seja revertida.

Qual é a opinião da Apae de Santa Fé

A reportagem falou com a diretora da Apae de Santa Fé do Sul, Eunice Trova Ferreira, que apresentou sua opinião e algumas possíveis soluções que a instituição  propõe para que algumas atividades continuem sendo realizadas.

Eunice disse que já havia sido avisada pela Federação Nacional das Apaes a respeito do projeto de lei que visa extinguir a Escola Especial, e afirmou que, se  isso de fato acontecer, e a parte da iniciação da escolarização das crianças com deficiência não puder ser feita pela Apae, os alunos especiais terão atendimento de qualidade na escola regular; porém, algumas crianças, que sofrem de deficiências pervasivas, onde não podem se cuidar totalmente sozinhas, encontrarão, certamente, algumas dificuldades.

Nas escolas de ensino regular, é possível encontrar profissionais preparados para lidar com esse tipo de problema; entretanto, estes são responsáveis por um número maior de alunos, abrangendo não só os especiais, enquanto, nas Apaes, os profissionais das áreas de psicologia, fonoaudiologia, entre outros, podem se dedicar, especialmente, apenas aos alunos com necessidades, fornecendo, então, um atendimento individualizado. Nada poderá ser feito a respeito da transferência dos alunos para o ensino regular, se aprovado; todavia, a Apae de Santa Fé não conta somente com a iniciação à escolarização.

A população e os pais se mostraram preocupados a respeito do assunto, e procuraram a direção para ajudar. No último sábado, dia 10, os jovens do Interact Club se mobilizaram durante o dia, no semáforo da Rua 14, esquina com a Rua 7, para recolher assinaturas que reivindicam a proposta do senador, e, ao todo, 427 pessoas apoiaram a causa.

A instituição conta com um total de 101 alunos, das cidades de Rubineia, Três Fronteiras, Santa Rita D’Oeste, Santa Clara D’Oeste, Nova Canaã Paulista, Santana da Ponte Pensa e Santa Fé, com uma equipe de 38 funcionários; dentre eles, psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, equoterapeutas, pedagogos e professores das áreas de Dança, Informática, Educação Física e Música.

Qual é a proposta da Apae

Mesmo que o projeto de lei seja aceito, a Apae de Santa fé propõe manter parcerias, não somente com a população, mas também com as prefeituras da região, buscando convênios que permitam que as oficinas e tratamentos terapêuticos continuem sendo realizados.

“Os alunos vão para a escola regular, mas retornariam a instituição para continuar participando das oficinas que nós fornecemos”, ressaltou a diretora.
Eunice disse também que espera que as prefeituras busquem a Apae e entendam que os alunos especiais precisam continuar sendo atendidos pela escola, pois a equipe é referência pelo trabalho que realiza, e admirada por todos os pais.

“Juntos, a gente faz bem mais e de uma maneira melhor”, completou Eunice.

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